O Presidente da União Internacional dos Advogados (UIA), Pedro Pais de Almeida, está numa visita a Cabo Verde, a convite da Ordem dos Advogados Cabo Verdianos, com o intuito de reforçar a presença internacional dos advogados lusófonos.

Neste âmbito, o presidente da UIA foi recebido pelo Primeiro-Ministro e pelo Ministro da Justiça de Cabo Verde e discursou, ontem, na Assembleia Nacional sobre o tema “Escravatura dos Tempos Modernos”.

Um dos objectivos da actual presidência da UIA é potenciar o papel dos advogados lusófonos nas instituições internacionais, onde actualmente têm pouco peso relativamente ao número de advogados que representa. De acordo com Pedro Pais de Almeida: “Em termos de cobertura geográfica, os advogados lusófonos estão espalhados por quatro continentes, África, América do Sul, Ásia e Europa. É voz corrente que, em conjunto, representam mais de 20% dos advogados a nível mundial, mas a sua influência é muito menor do que aquela que têm os advogados com outras línguas maternas”.

Este responsável acrescenta ainda que “é urgente dinamizar a UALP como plataforma de diálogo e aproximação contínua entre os advogados lusófonos e reforçar a sua posição na comunidade internacional dos advogados, enriquecendo a cultura jurídica da lusofonia e reforçando as competências dos advogados lusófonos”.

Este vai ser um dos temas do 62º Congresso da UIA, que vai ter lugar na cidade do Porto, entre 30 de Outubro e 3 de Novembro. Os dois temas principais do congresso serão “Desafios Jurídicos da Escravatura dos Tempos Modernos” (Legal Challenges of Modern Day Slavery) e “Prática Jurídica na Era Digital” (Legal Practice in the Digital Era)”. O encontro deve contar com cerca de 1200 advogados de todo o mundo, tendo já o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa.

A UIA foi constituída em 1927 por um grupo de advogados europeus com o intuito de permitir aos advogados estabelecer contactos internacionais e tem como objectivo a defesa da profissão, a promoção dos princípios essenciais da profissão, o desenvolvimento da ciência jurídica à escala internacional e a contribuição para a criação de uma Ordem Jurídica internacional baseada nos princípios da justiça entre as nações através do direito e pela paz.

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