A Secção de Jurisprudência da Sociedade de Geografia de Lisboa promoveu no passado dia 24 de Novembro uma conferência subordinada ao tema “Corporate Governance & Forensics”. Pela primeira vez, houve uma interação por várias frentes numa temática frequentemente criticada por promover este tema à luz de um único prisma.

Dirigido à primeira linha de instituições do setor financeiro, o evento contou por entre a centena e meia de participantes com membros da polícia criminal e de órgãos reguladores.

O painel Corporate Governance, moderado pelo Presidente da Associação Nacional de Jovens Advogados, José Costa Pinto, versou na importância do Compliance para a criação e conservação de valor nas empresas e no mercado de capitais exposta por Pedro Lino, CEO da Dif Broker, por uma perspetiva internacional do Corporate Governance como parte da cadeia de valor em empresas e geradora de parcerias com as Nações Unidas de forma a trabalhar com os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável exposta por Rui Gomes Pedro, docente da Universidade Paris-Sorbonne e, finalmente, pelo Corporate Governance numa perspetiva pública e no contexto das Smart Cities por Catarina Selada, galardoada, personalidade do ano Smart Cities live pelo seu “mérito e percurso profissional ímpar na área das cidades inteligentes”.

Por sua vez, o painel de Forensics foi moderado pelo Dr. Miguel Trindade Rocha, especialista em Governance, Risk & Compliance, e contou com as exposições de António Maia, membro do Conselho de Prevenção da Corrupção, de Patrique Fernandes, Advisory Partner da PwC e de João Medeiros, sócio da PLMJ e coordenador da área de direito criminal. A complementaridade singular das exposições permitiu aprofundar o conhecimento da prevenção da fraude, a prevenção do suborno e da corrupção, bem como como o regime de responsabilidade das pessoas colectivas por este tipo de delitos.

Luís Pais Antunes, managing partner da PLMJ, que presidiu à sessão de encerramento, congratulou-se pela iniciativa teórico-prática e incentiva toda a forma de debate capaz de acionar dispositivos práticos pois “é nestes debates que conseguimos cruzar conhecimento capaz de gerar mudanças positivas”. Terminou dando “as boas idas” para o mercado desta vez com novos instrumentos capazes de reforçar as vertentes capitais das organizações.

O presidente da secção de Jurisprudência, Nuno Moraes Bastos, general counsel chief e legal officer da Zurich, que foi recentemente eleito como um dos melhores advogados da Península Ibérica, com menos de 40 anos, pela Iberian Lawyer, declarou “Continuamos empenhados em manter os pergaminhos da Sociedade de Geografia de Lisboa como think tank com relevância nacional e internacional, no corrente ano com particular enfoque no sector financeiro. Estou particularmente satisfeito com a qualidade do programa e intervenientes”.

“O reconhecimento da comunidade científica e profissional traduziu-se nas centenas de profissionais que passaram por estes eventos e que continuam a eleger a Sociedade de Geografia de Lisboa para este efeito”, concluiu.

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